quase 3

outubro 31, 2016

Se te escrevo um recado – secreto-

é que te sinto falta e lanço garrafas aos oceanos que nos separam. Ainda que os mares fiquem para o outro lado. E se me procuro em linhas nas noites quentes

-explícitas-

é que te sinto aridez, deserto que tanto gosto e que me é distância.

Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar.

Tenho saudades de andorinhas, que todo dia no fim do dia se repetem: mergulham em grutas, submundos frescos, e se nutrem.

Subir pedras e entender as cabras na arte de distribuir cuidadosamente o peso e entrega-lo aos pés na descida, para que alcancem o solo com estabilidade. Preocupar-se menos com a subida pela frente e mais com cada passo dado, para preservar os joelhos. Cada passo te coloca em um lugar diferente.