reverberações

novembro 26, 2015

Cada dia suporto menos a distância do mar. Existe algo muito natural e pacífico na maneira como as ondas se formam, espontâneas. E se quebram, desfazem,apenas para que outras e novas se (re) façam.

Existe algo de muito familiar em molhar os pés no mar. O momento em que ele nos alcança e  já não dá para saber onde termina o pé e começa o oceano. E o chão se desfaz sob os pés (ou talvez sejam eles mesmos que se desfaçam).

Respirar o mar é como estar em casa.

O sal é o domicílio da humanidade em mim.

Envelhecer

novembro 15, 2015

Curioso como, quanto mais o tempo passa, fica mais explícito o quanto carregamos em cada célula o lugar de onde viemos.

Casula #1

novembro 9, 2015

Nos braços do amor que eu nunca tive, vi a chuva cair. Num dia branco, escorrido. Eu beijei seus dedos com a reverência de quem beija os pés de um ídolo. Por onde haverão andado? Que reentrâncias haverão penetrado? Seus dedos. Longos. Suas mãos. Grandes.

?

novembro 4, 2015

Quando meus lábios tocam

a volúpia

de uma ameixa madura.