Retrógrado

maio 28, 2015

Uma luz acende num apartamento alto do prédio. Penso em quem são aquelas pessoas que acabaram de chegar em casa. Gosto de me enganar pensando no quanto seria interessante conhecê-las. Cada pessoa é um oceano. Do outro lado da rua uma moça usa um vestido muito colorido e me encara. Sou estranha. Estrangeira. Uma luz acende num dos apartamentos mais altos do prédio. Poderia ser o meu. Nunca poderia ser o meu. Sou, eu mesma, uma pessoa de subsolos.

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