Uma carta para Izabel

julho 18, 2014

Desde aquele dia, Izabel, eu me pergunto se os nossos beijos não foram, talvez, confortáveis demais. Porque eu tentei muito, você sabe, encontrar conforto em beijos desajeitados. Eu tentei tanto que já nem me sabia capaz. Eu tentei tanto que insisto em permanecer de mãos dadas mesmo que não pareça a coisa certa a se fazer. E não é justo, Izabel, que tenha sido com você. É como se houvesse dentro de mim uma obrigação moral de não encontrar conforto senão nas mãos que segui segurando. Em vão. Não nas suas. Me embrulha o estômago, sabia? O jeito que as coisas parecem complicar e, ao mesmo tempo, a possibilidade de que sejam passageiras. E que a gente não ame, nunca mais, ou que ame demais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: