Espantalho

julho 18, 2013

“Eu queria escrever uma carta para alguém que quis morrer. E a única coisa que realmente importa de todo o monólogo que ensaiei é que o único motivo para se querer morrer é não querer mais estar vivo.”

[1h30min – quando até os aquecedores morrem

e só nos resta esfriar na desesperança

de qualquer conforto.]

“Eu não sei se isso de viver se trata disso de se sentir pertencer. Talvez se trate desse nó apertado que a gente tenta dissolver em abraço. Talvez se trate de algo que só os gatos saibam. Talvez se trate de responsabilidade (aqui me denuncia o zodíaco). Eu penso em amor. Em como amor é algo que se deseja tanto, mas que quando se vive de verdade, aprisiona. O amor não e algo que se possa colocar na mochila e levar junto quando se vai embora. O preço do amor é sempre um pedaço da liberdade. O preço do amor é a responsabilidade”

– a responsabilidade é um golpe do meu inconsciente para me manter viva. As pessoas, elas não sabem como é ser triste. Elas mal aguentam estar tristes –

O amor é essa merda que nos fragiliza, o amor não nos torna melhores ou mais fortes. O amor é o que permite que as pessoas façam coisas horríveis conosco. É por amor que nos submetemos, porque quando amamos não suportamos ver feitas com os outros coisas que talvez suportássemos feitas conosco. O amor é a nossa ruína. E a nossa única chance. A humanidade é uma maldição.