Carta ao Passado

dezembro 31, 2012

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(Imagem retirada de http://www.facebook.com/media/set/?set=a.286365148119689.64567.100002386180551&type=3) 

 

“O seu nome é desejo. Mas desde a primeira vez eu quis que fosse destino. E eu sei que é bobagem, escrevi várias vezes sobre isso, sobre como desejo não pode ser destino sem que perca pra sempre a capacidade de ser desejo. Mas desejei. Acho que às vezes ainda desejo. Acho também que estou velha pra desejar, ou pra qualquer coisa que possa me envergonhar. Embora me envergonhe sim. Se te mando esta carta é mais pra alimentar qualquer fantasia em mim de que haja havido algo e eu não tenha estado tão errada. Mas eu sei que estou, que sempre estive, que talvez continue estando. Mas também sei que isso importa muito pouco quando se sente o que se sente. Os seus olhos sempre dentro de mim, ainda que fantasiosos, ainda que imaginados, entorpecidos. Ainda assim, os seus olhos, do jeito que eu me lembro, do jeito que eu nunca vou me esquecer. Ou talvez esqueça. Eu não sei quantos anos se leva para esquecer, achei que menos, talvez seja mais. Talvez não se esqueça. Eu não me importo de parecer uma adolescente, muito embora me importe. Do que eu sei é do quis. E que por vezes ainda quero, ainda que sem querer. Muitos dos poemas que escrevi levam teu nome, e teu nome foram muitos. Mas de tempos em tempos ainda se torna saudade.

 Fique bem. Fique. Enfaticamente, fique. Onde quer que deva, em quer que seja. É sempre precioso.” 

 

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