Culinarismos

março 16, 2011

 

 

Te como em pastilhas só para me punir. Para não me deixar te esquecer. Te tomo em goles pequenos, cheios de névoa. E deixo levar pela maré dos meus olhos os pensamentos tolos. Tão tolos que chega quase flutuam.  Assim de tão leve. Assim de tão doce. Do tipo que enjoaria se comesse. Até que queria. Mas deixo lavar o que não posso ter. Quisera ter sido capaz de antecipar, se eu tivesse sido outra. Mas tudo isso também são tolices, não é, meu bem? Belas enjoativas tolices que não sobreviveriam a uma só mordida. De tantas histórias que não escrevi, você é mais uma. Eu te queria tanto que ensaiei o que dizer a semana inteira. Você nunca vai saber. Porque você foi para longe do meu torpor. Eu nunca pude te dizer, sabe, como eu gostava, como eu tinha saudade daquele rolinho primavera que a gente nunca fez e que você nem deve se lembrar. E tantas tolices que nem sei lembrar. De tomar chá verde numa escada. Eu não sei bem como lembrar de todas essas coisas. Com doçura? Pesar? Eu não sei. Você me deixou assim, no meio do caminho.

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